Esta rede foi criada em 2008 aquando do surgimento do empreendimento municipal da Adroana (programa PER), que constituiu para todos os Agentes Sociais do Concelho de Cascais um desafio, quer pela sua dimensão em termos físicos, quer pelas especificidades sociais que apresentava: um empreendimento isolado, com um número significativo de fogos, com uma percentagem elevada de população imigrante com processos de reagrupamento familiar em curso.
Desde então que um conjunto de instituições procurou reunir com uma periodicidade mensal, não apenas para partilhar conhecimento mas também encontrar uma resolução concertada dos vários problemas e necessidades que eram identificados pelos próprios no território. Deste modo a RODA – Rede de Organizações para o Desenvolvimento da Adroana – permitiu articular intervenções e encontrar respostas integradas a situações diagnosticadas pelos intervenientes neste Bairro.
Na altura a maioria dos parceiros envolvidos eram aqueles que desenvolviam o seu trabalho no Bairro da Adroana, entre eles: Departamento de Habitação e Desenvolvimento Social (Divisão de Intervenção Sócio-Territorial), Empresa Municipal de Gestão do Parque Habitacional de Cascais (Cascais Envolvente), Segurança Social, Santa Casa da Misericórdia de Cascais, A. I. S. I., Cruz Vermelha Portuguesa (Klube +), Junta de Freguesia de Alcabideche e Cooperativa Torre Guia.
Com a assinatura dos protocolos CLDS (Contratos Locais de Desenvolvimento Social), a abrangência dos territórios de intervenção alargou primeiramente para o Bairro da Cruz Vermelha e depois para o Bairro de Alcoitão. Neste contexto, a rede de parceiros realizou um movimento paralelo de alargar o seu âmbito e de integrar outras instituições que têm intervenção nestes territórios.
Com este alargamento foi colocado o desafio à rede de encontrar um modelo interno alternativo de organização que fizesse face a um olhar que se queria integrado e coeso destes três bairros e na sua relação com a freguesia e o concelho. No ano de 2012, a Fundação Aga Khan (através do programa K-Cidade), entidade executora CLDS Cascais – Link II Ligar (in) Diferenças na Cidade, em conjunto com os outros parceiros do RODA, construíram um Diagnóstico atualizado dos três bairros sociais de Alcabideche, com base nos dados do INE e dos fóruns realizados com a população. Este diagnóstico foi apresentado a 25/02/2013 a um vasto número de parceiros com intervenção nos três bairros, com o intuito de dar a conhecer o trabalho que está a ser realizado e a unificar a intervenção feita nos três territórios, dando mais enfoque às necessidades da população de forma integrada sem duplicação de trabalhos, potenciando ainda mais os projetos e a sua eficiência pela envolvência de mais parceiros com experiências e áreas de intervenção diferentes.
Este diagnóstico foi depois complementado com a estruturação de uma visão coletiva para um plano de desenvolvimento territorial. Inicialmente começámos a desenvolver uma visão comum, no que diz respeito às mudanças que queremos implementar e como queremos ver estes territórios daqui a 10 anos: territórios coesos, abertos ao exterior, com espaços de participação e cidadania e onde as pessoas possam ter oportunidade de concretizar percursos de vida qualificantes. A visão desdobrava-se em desafios por 3 eixos:
- Território e a Envolvente;
- Relação entre pessoas no território;
- Indivíduos e Família: percursos de desenvolvimento qualificados.
Dentro destes eixos foram priorizadas linhas de intervenção conjunta para o ano de 2013:
- Dinamização económica,
- Reabilitação espaços verdes e zonas expectantes,
- Mobilização moradores para o associativismo local,
- Ações coletivas de expressão cultural e animação desportiva,
- Mais respostas de formação formal e não formal,
- Aumento das oportunidades de auto-sustentabilidade das famílias.
Para operacionalizar a intervenção foram estruturados grupos de trabalho que definiram as ações e o cronograma dos diferentes projetos, que se encontram em implementação.
Mensalmente existem fóruns coletivos, onde todos os parceiros partilham os projetos onde estão a participar e onde todos podem contribuir para a ação que está em curso. Os grupos de trabalho funcionam de forma autónoma, com o seu ritmo e agenda próprios. Existe um grupo de acompanhamento do Roda, constituído por 7 instituições/serviços que tem as seguintes funções:
– convocar reuniões e definir as agendas dos fóruns coletivos
– animação dos fóruns coletivos
– definir a estratégia de comunicação dentro da parceria
– representar externamente o grupo de parceiros
– fazer uma proposta de normas de funcionamento
– garantir a integração das diferentes intervenções
– mobilizar atores externos, juntamente com os restantes parceiros
– assegurar o carácter representativo e voluntário do grupo
– pensar no funcionamento e governança da parceria de forma a que cumpra a missão definida
– executar decisões plenárias respeitantes às funções do grupo de acompanhamento
– marcar os tempos de planeamento e avaliação da rede



